quarta-feira, 29 de janeiro de 2014


Eduardo x Monica – Capitulo 11

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4008264100_7b374d3203_b_58646457           Por milagre acordei antes de o meu despertador tocar, então não iria chegar atrasada para a aula. Fui tomar um banho para ver se acordava antes de tentar preparar o meu café, porque apesar de estar acordada eu queria voltar a dormir.

         
De uma forma estranha essa noite foi um pouco agitada, depois que eu deixei o Eduardo lá com a loira eu tentei ir dormir, mas não deu muito certo, eu fiquei virando de um lado pro outro milhares de vezes, até levantei e fui pra sacada e descobri que o céu aqui é bonito, da para ver muitas estrelas, perdi a noção de quanto tempo fiquei lá, até que senti frio e decidi dormir e bem isso deve ter sido a umas 3hrs mais ou menos, então hoje eu espero que não tenham matérias chatas, porque eu não quero dormir nelas.

         
Depois de tomar café e arrumar minhas coisas decidi que já podia ir pra escola, tinha 30min pra chegar até lá, então nem me preocuparia em correr. Coloquei o fone de ouvido e sai do prédio.

         
Eu queria entender por que eu fiquei tão irritada com o Eduardo e a loira. Eu não tenho direito de ficar irritada, a vida é dele e ele faz dela o que bem entender. Talvez fosse porque eu achei que poderíamos ser amigos ou apenas nos suportar, mas com a loira, bem com ela eu duvido que eu possa me entender.

- Droga Monica, você anda praticamente correndo, garota.
- Oi Gustavo!
- Estou te chamando a horas menina.
- Desculpe, não ouvi. – falei enquanto mostrava que estava com fone de ouvido.
- O que estás ouvindo?
- James Blunt?
- James Blunt? – ele começou a rir enquanto me fazia cosquinha.
- É legal, okay. – falei pegando meu celular de volta.
- Eu não falei nada.
- Sei...
- Vamos Momo, senão chegaremos atrasados.
- Você que está ai, atrasando a gente. – falei enquanto o Gustavo passava o braço por cima do meu ombro.
-Então, o que pretende fazer hoje a tarde?
- Dormir.
- Dormir? Com um dia lindo desses?
- Meu sono ainda não diferencia dias bonitos ou feios, Gustavinho. – fiquei tentando fazer cosquinhas nele.
- Pode parar, anã.
- Vai-te catar.
- Vem. – e o idiota começou a me puxar enquanto corria. E bem, por mais que adorasse correr, fazer isso com alguém que corre mais rápido que você te puxando não era uma boa ideia, mas não acho que devesse ligar para isso naquele momento.

          Eu e o Gustavo chegamos à escola parecendo dois malucos e estávamos indo para a sala de aula até outra maluca começar a gritar:

- Monica e Gustavo, venham aqui agora.
- Mereço. Como a Madu consegue gritar à uma hora dessas?
- Você a conhece mais tempo que eu Gustavo. Essa é uma resposta que você deve ter, não eu.
- Vem sabichona.
- Da para parar de falar “vem”, já está chato.
- Uí.
- Idiota.
- Vou te ensinar umas palavras novas, porque teu repertório está repetitivo, Monica.
- Vocês dois podiam parar de discutir como duas velhas e cumprimentar as pessoas.
- Olá Luiza, Gabriela, Madu e Tiago.
- Monica tentando ter certeza se sabe todos os nomes. – Gustavo acordou animado hoje pelo jeito.
- A deixa, Gustavo. – Luiza é um amor me defendendo.
- Obrigada, Luiza.
- De nada, Momo. Agora vamos pra aula antes que a gente chegue atrasado.

         Depois de muita dificuldade para me manter acordada durante 3 períodos de matemática finalmente tivemos o intervalo. Não vi o Eduardo quando chegamos e ele também não estava na minha aula de matemática, mas não tinha certeza se ele fazia essa matéria comigo e também não quis perguntar para Gabriela, porque pra quem se odeia em um dia e no outro pergunta sobre, não ficaria legal. Bem, eu ainda odeio o Eduardo, só que acho que ele pode ser um pouco legal.
Saímos da aula e fomos para uma mesa no jardim que nos encontramos hoje de manhã. Eu e a Gabriela fomos às últimas a chegar, já que nosso professor enrolou para nos liberar.

- Garotas vocês nem sabem do comentário do intervalo. – Tinha que ser a Madu para ficar gritando uma coisa dessas.
- Não sabemos, mas é claro que você vai nos contar, não é Madu? – Gabriela sendo irônica era algo engraçado.
- Que lindinha você hein Gabi, mas voltando, vocês nem sabem.
- E ai gatinhas! – A cara da Madu ao ser interrompida pelo Eduardo foi cômica, mas fiquei com medo de que ela realmente fosse o matar. Não, eu não estava com pena do Eduardo, só não queria presenciar um assassinato na minha primeira semana de aula.
- Fala gostoso, por acaso tu viu o Tiago? – Eu nem havia reparado que ele não estava aqui,
- Poxa Gabi, assim magoa. Mal cheguei e já estas perguntando daquele sem sal.
- Sem ofensas, mas preciso saber de um trabalho meu que ficou com ele. – Trabalho? Por que ela estava ficando corada se era só sobre um trabalho?
- Aham, sei. Vem aqui vem. – e o Eduardo ficou fazendo cosquinhas nela.
- Ok! Ok! Me rendo!
- Sabia que ias fazer isso. – falou ele beijando o rosto da Gabi.
- Eduardo, eu espero que tu tenhas desinfetado essa coisa que tu chama de boca antes de beijar meu lindo rostinho, porque eu não quero saliva da Fernanda perto de mim. Vai que pego alguma coisa.
- Não se preocupe baixinha.
- Baixinha é o
- Olha o palavrão.
- Imbecil.
- Da para você calarem a boca? Eu estou tentando por o pessoal em dia com as novidades de hoje. – Madu resolveu interver na conversa do Eduardo e da Gabi.
- Não é necessário falar sobre isso, Madu. – O que será que rolou que até o Eduardo já sabe?
- Mas é claro que é.
- Fala logo Madu. – Gabriela, pouco curiosa, estava quase saltitando.
- Fernanda pediu o Eduardo em namoro hoje um pouco antes do sinal. Ele chegou atrasado, o que não é novidade, e ela falou que estava namorando ele. Eduardo negou e ela falou “Está esperando o que pra me pedir em namoro, então? Nós já somos praticamente namorados”. Ai ele todo estressado falou que só se ela fosse outra pessoa, ela perguntou quem e ele ficou mudo olhando na direção da escola e ela saiu bufando, gritando e xingando até a décima quinta geração do Eduardo. Ninguém mais a viu hoje de manhã. – Madu estava quase chorando de tanto rir. Bem, todos nós estávamos rindo muito, principalmente da cara de tédio do Eduardo.
-Aí Duduzinho, sendo praticamente pedido em namoro. – Falou o Tiago enquanto se aproximava do nosso grupo.
- Eu sendo pedido em namoro e tu querendo pedir a...
- Fica quieto Eduardo. – Impressão minha ou o Tiago e a Gabriela estavam corados?
- Nada de brigas, vamos pra aula que agora é história. – falou o Gustavo tentando mudar o rumo da nossa conversa.

         
A semana passou correndo. Eu já estava tentando me organizar para começar a estudar e não deixar coisas acumuladas, porque os professores já tinham entregado o calendário de provas e eram muitas. Até então eu não tinha tido muitos problemas com as matérias, as vezes eu me enrolava na linguagem, por não entender algo que estava escrito, mas nada que um dicionário não ajudasse. Depois de uma semana corrida, finalmente já era sexta-feira e eu só tinha mais dois períodos de química, depois eu podia ir pra casa e dormir o fim de semana inteiro.

- Srta Monica, eu sei que a aula pode não estar interessante pra você, mas peço que, por favor, preste atenção.
- Desculpe Professor. – Minha mania de ficar viajando mentalmente está realmente sendo um problema. Depois de o professor chamar minha atenção resolvi prestar atenção na aula.

         
Deu o sinal todos saíram praticamente correndo e eu pra variar acabei sendo uma das últimas a terminar de guardar o material, quando sai da aula encontrei o Gustavo que sorrio a me ver.

- Hey Gutinho!
- Hey Moniquinha!
- Entendi, parei.
- Eu não tenho problemas com Gutinho. – disso o Gustavo enquanto ria da minha cara.
- Porém, eu tenho com Moniquinha.
- Eu sei.
- Idiota.
- Sério Monica, preciso te dar uma lista com novos apelidos, esses teus tão muito repetidos.
- Não preciso, obrigada.
- Ah precisa sim e que tal ir ao cinema hoje à tarde? Aí eu já te levo uma folha com novos apelidos.
- Hoje? – e lá se vai meu plano de dormir o resto do dia.
- Bem, sim, tem outros planos? Porque se tiver tudo bem, podemos sair outro dia. – Gustavo constrangido era algo fofo de se ver.
- Não tenho outros planos, podemos ir sim. Que horas?
- Te encontro as 15hrs no parque do condomínio pode ser?
- Pode.

          Fui sozinha pro condomínio, porque o Gustavo tinha alguma coisa pra fazer que era pro outro lado. Eu precisava chegar em casa, fazer algo pra comer e trocar de roupa pra ir com ele pro cinema.
Depois de arrumar tudo que tinha sujado, vi que tinha 30minutos para ficar pronta e ir encontrar o Gustavo no parque e pra variar acabei tendo que correr, mas com isso já estou ficando acostumada.

          Cheguei ao parque com 7 minutos de atraso, porque não sabia onde tinha deixado às chaves, por mais que eu tente não consigo deixar a chave na sala, sempre acabo levando ela pra sei lá onde. Fiquei procurando o Gustavo e o vi numa parte mais afastada, ele parecia estar em outro mundo. Me aproximei com cuidado para não assusta-lo, sentei ao lado dele. Gustavo me olhou e depois voltou a olhar para o céu enquanto ficava deitado. O jeito com que ele me olhou fez com que eu achasse melhor não falar nada. Eu não sei o que aconteceu, mas não pareceu ser algo bom e a minha curiosidade estava me cutucando para que eu perguntasse, mas se ele não queria falar, não era eu que iria começar o assunto.

          Depois de 5 minutos sentada olhando para o pequeno lago que havia no parque do condomínio eu resolvi deitar e ficar adivinhando os desenhos das nuvens como fazia com os meus irmãos antigamente. Mais 10 minutos adivinhando nuvens, vi cavalos, flores, corações, dragões e nada do Gustavo ao menor olhar na minha cara e aquela situação já estava me incomodando mais que minha curiosidade. Fiquei encarando ele por um tempo na espera de que assim ele resolvesse olhar para mim e começar a explicar o que estava acontecendo, mas não deu certo e já estava cansada daquela guerra de silencio.

- Você poderia, por favor, me explicar o que está acontecendo? – Ele nem ao menos olhou para mim e continuo em silêncio por mais um tempo, até que eu o cutuquei.
- Nada. – Nada? Santa paciência.
- Gustavo, eu estou aqui a tipo uns 25 minutos e você só olhou na minha direção quando cheguei e deu. Ficou ai olhando pro céu e não falou nada. O que aconteceu?
- Não aconteceu nada, Monica.
- Eu não sou idiota, Gustavo. Você me convidou para ir ao cinema, eu vim e você ficou aí. Me explica o que aconteceu, talvez eu possa ajuda.
- Não aconteceu nada e sobre você não ser idiota, eu não tenho tantas certezas. – Oi? O que ele dizer falar com aquilo? Eu não queria ficar irritada com ele, mas depois daquilo eu realmente perdi a paciência.
- Idiota? EU sou idiota?
- Sim. Você é. – Falou o Gustavo enquanto sentava.
- Posso saber o porquê disso? – A prova de que minha paciência já havia acabo é que eu estava sendo sarcástica.
- Parece que você e o Eduardo estão bem amigos ultimamente. – Que mudança de assunto repentina foi essa?
- Não, apenas estamos convivendo, mas não troca de assunto.
- Ele gosta de você. – Ele disse enquanto desviava dos meus olhos.
- Não, o Eduardo é meio idiota e tudo mais, mas ele não gosta de mim. Estamos apenas tentando socializar e ele é engraçado, mas só isso.
- Ele conseguiu te convencer a sair. – Ele falava baixo e parecia estar tentando controlar a voz.
- Sim, ele é insistente. – Eu não via motivos para mentir pro Gustavo.
- Fala sério Monica, até tu?
- Até eu o que?
- Está apaixonada por ele. Achei que você fosse diferente. – Ele andou se drogando?
- Eu não estou apaixonada pelo Eduardo.
- Você está sorrindo e é só olhar para você que da para perceber.
- Você só pode estar ficando maluco. – Eu já estava sem paciência, com ele falando aquilo eu estava ficando brava também.
- Não estou não, mas cuidado, Eduardo só brinca com as garotas.
- Eu não sinto nada por ele, apenas acho que posso não querer mata-lo o tempo todo.
- Não tenta enganar, Monica.

          E sem me deixar falar mais nada o Gustavo foi embora. E isso me incomodou. Incomodou-me mais do que eu queria e saber que de alguma forma eu o deixei assim incomodava ainda mais. O Gustavo é o tipo de garoto que está sempre feliz e ninguém nunca deveria fazer algo para que ocorresse o contrário. Eu não sei o que eu fiz, não sei como ele soube que eu saí com o Eduardo, não que fosse um segredo, mas isso pareceu o incomodar e eu não queria deixar ele assim. O Gustavo faz bem para qualquer pessoa que se aproxima dele e estar perto dele me faz bem também. De qualquer forma eu queria ir atrás dele e saber por que o incomodou tanto eu tentar ser amiga do Eduardo, eles eram amigos também.

“Nem todos os romances começam com "Era uma vez…"” Eduardo e Monica - Capítulo 11

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014


Ou quem sabe vinte

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tumblr_mtwjnvUhsf1rf9ut7o1_1280           Dezenove. Este foi o número de cigarros que acendi e apaguei antes de mesmo ter tragado alguma coisa. Na verdade acho que eu apenas os vi queimar sem nem ao menos os aproximar de mim. Bobagem, eu sei, mas isso me faz lembrar de você com mais facilidade. Talvez seja porque costumávamos sentar na varanda, nessa mesma poltrona e ficar olhando para o céu sem ver algo em especifico e enquanto fumavas, você costumava dizer que éramos muito poucos e pequenos se comparados ao pouco que podíamos ver. Você costumava ter essas frases que nem sempre faziam sentido, que eu nunca dei muita atenção, pois preferia ficar olhando para você enquanto falavas sobre. Costumavas ter um brilho diferente no olhar enquanto contava qualquer uma dessas coisas que para você eram surpreendentes. Agora já não faz mais tanta diferença, pois entre uma dessas suas teorias você achou que devia partir e nada do que eu poderia ter dito te faria mudar de ideia. "O certo é isso, o certo é descobrir o que podemos longe do que somos", juro que todos os dias tento achar um sentido para isso, mas não consigo, afinal que sentido tem em sentir tanta falta de alguém?
           Talvez eu devesse ter prestado mais atenção nessas suas teorias, ter achado essas coisas surpreendentes também, mas agora até mesmo delas eu sinto falta, pois elas eram uma parte de você. Contudo, a verdade é que para mim você era e ainda é surpreendente, não suas teorias.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014


Eduardo e Moncia– capitulo 10

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Eduardo disse que havia reparado que eu gosto de parques e natureza em si... Talvez eu deva acreditar, porque ele me trouxe para o lugar mais lindo que já vi e que tem um pouco disso.

- Eu achei que você fosse gostar daqui.
- É lindo.
- É a foz do rio da Plata, é a vista mais linda no por do sol.
- Podemos esperar até o por do sol para ver? – eu parecia uma criança quase saltitando.
- Mas é claro, eu trouxe muitas coisas para fazermos um tipo de piquenique.
- Trouxe?
- Estão no porta malas, mas eu acho que nenhum de nós está com fome, correto?
- Acabamos de almoçar.
- Exato. Olha, tem um espaço aqui perto com bancos e árvores... Podemos colocar uma manta no chão e ficar conversando. Eu já reparei o quanto você gosta de parques.
- Gostei da ideia.
- Vou pegar a manta no carro e já vamos.
- Ok. - Aquele era o lugar mais lindo que já vi, a cidade é toda mágica, mas ali... Ver aquilo me fez ter certeza de algumas decisões. Eu não sabia nem o que dizer. O Eduardo era um grande idiota, isso era certo, mas ele sabia que eu iria gostar daqui, ele sabia da minha paixão por parques. Ele me conhecia um pouco e mesmo eu sabendo que seria um erro talvez eu pudesse ser amiga do Eduardo, talvez eu só esteja sendo um pouco orgulhosa em questão de não gostar dele, afinal, eu estou aqui, não estou? Então pelo menos um “pouco” amigável eu o considero.
- Vamos? - falou Eduardo enquanto chegava com uma cesta e uma manta. Nunca que eu ia imaginar que o Eduardo iria um dia pensar em fazer um piquenique, muito menos que ele soubesse que coisas trazer para um piquenique.

- Sim.
- Você gostou daqui, não é mesmo? – Ele só pode estar brincando, aqui é lindo.
- Sim, esse lugar é lindo.
- Da para ver que você gostou, teu olho está brilhando.- Eu tinha que parar de ficar corada por qualquer comentário.
- Você está menos idiota hoje, tomou alguma coisa para evitar ser você mesmo? – talvez eu não queira de um todo deixar de ser orgulhosa e deixa-lo se gabar por ter acertado em algo.
- Eu não sou idiota Moniquinha.
- Sem diminuitivos, por favor Duduzinho.
- Não me chame de Duduzinho é constrangedor.
- Você faz uma cara engraçada quando te chamo assim.
- Minha irmã diz a mesma coisa. Ela me chama de Duduzinho quando quer me irritar.
- Bom saber.
- Esta bom, Moniquinha...
- Okay, sem Duduzinho e sem Moniquinha.
- Bom saber. Deita aqui, não tem muito sol.
-Eu não tenho problemas com sol. - Eu não podia deixar de irrita-lo.
- Deixa de ser marrenta guria - era incrível como ele tinha a capacidade de revirar os olhos sempre - E eu acho melhor tu não ficar no sol, porque tu já passa a maior parte do tempo vermelha e ficar no sol vai ser pior, não que eu ache ruim, porque tu fica muito linda corada, mas percebe-se que tu não gosta.
- Tudo bem, mas não vai ficando acostumado a me mandar fazer coisas, porque odeio isso.
- Já reparei nisso o marrenta, mas hoje daremos uma trégua, correto?
- Sim, trégua. - preciso lembrar-me disso.
- Bem que tal fazermos um jogo de perguntas e repostas?
- Pra que? - nós já não tínhamos mais idade para isso e pela cara dele, era meio óbvio que ele estava armando alguma coisa.
- Eu gostei de saber um pouco sobre você.
- Eu não gosto de falar sobre mim.
- Qual é Monica, estou tentando uma amizade aqui, será que dá para colaborar? - Eu sei que ele estava falando sério, mas para quem olhava para o sorriso divertido que ele esboça no rosto não consegue leva-lo a sério.
- Tudo bem Duduzinho, mas se eu não quiser responder alguma coisa, eu não vou. – talvez eu goste de irrita-lo e chama-lo de Duduzinho, mas só talvez.
- Tudo bem Moniquinha, mas então eu também terei esse direito. Quer começar?
- Por que você é tão idiota na maior parte do tempo?
- Não sou idiota nunca, apenas sou gostoso.
- Você que inventou essa brincadeira, se vai começar mentindo ou tentando aumentar seu já enorme ego eu não vou participar.
- Vamos começar de novo então, porque você realmente quis vir para cá?
- Porque eu queria "crescer"
- Parece que não deu certo hein. - falou ele enquanto olhava se referindo a minha altura ou falta dela.
- Não quis dizer nesse sentido o idiota. Eu queria aprender a viver minha vida de forma independente. Eu vi o que aconteceu com meu irmão quando ele resolveu "crescer" e eu quis tentar também. A ideia de ser dependente dos meus pais nunca me agradou.
- É uma maneira legal de pensar. Pode fazer uma pergunta.
- Porque você veio morar aqui?
- Porque minha mãe gosta da cidade. Ela conheceu meu pai aqui e meus avós maternos não moram tão longe daqui, então ela decidiu que morar aqui seria bom. – eu queria perguntar sobre os avós paternos, mas até mesmo quando ele fala do pai ele desvia o olhar, quanto mais dos avós.
- E você gosta?
- Nada disso, uma pergunta de cada vez Moniquinha. Além de parques, natureza livros, música e família o que mais tu ama? – Talvez meu irmão esteja certo quando diz “Você é um livro aberto, pequena, só temos que ter uma paciência do inferno pra conseguir se aproximar de ti.”
- Como... Como você sabe?
- Não é preciso muito, só te observar um pouco e podemos reparar nessas coisas.
- Bem... eu amo campo, mas acho que isso inclui natureza, mas além do que você falou eu também amo correr e escrever.
- Escrever, é? Vou querer ver isso.
- Nunca. Eu não mostro.
- Você não precisa saber.
- Não se atreva Eduardo. Minha vez.. Diga 5 coisas que você gosta.
- Esse é um jogo de perguntas e respostas Moniquinha.
- Eu disse 2 coisas que eu gosto, deixa de ser chato e diz,
- Tudo bem, deixa eu pensar... De mim
- Eduardo.
- Tudo bem, acho que uma das coisas que mais amo é a minha família, eles são minha base, gosto de futebol, gosto de parques, campos... Essas coisas. Adoro música, livros... E mais umas quantas coisas, mas acho que só isso vale por enquanto. Qual tua cor favorita?
- Eu tenho muitas cores favoritas, mas as mais escuras como verde musgo, azul marinho... São minhas favoritas. Qual teu maior sonho?
- Viajar pelo mundo e o teu?
- Salvar vidas. Uma música?
- Tenho muitas, essa eu não sei responder.
- Tudo bem, um lugar?
- Aqui, um lugar?
- Parque em frente a escola. – lá virou meu lugar favorito depois que me mudei, mas talvez aqui, seja um outro lugar favorito.
- Salvar vidas de que forma? – Esse garoto gosta de complicar.
- Não sei, na verdade ainda não descobri, mas tenho algumas ideias. – disse enquanto deitava.

Fiquei olhando para o topo das árvores e imaginando desenhos nas nuvens, minutos depois o Eduardo fez o mesmo. Naquele momento acho que nenhum de nós queria conversar.
Passar uma tarde inteira com o Eduardo com certeza foi uma coisa que nunca esteve nos meus planos desde que cheguei aqui, afinal o que mais falei é o quanto eu o acho um imbecil, mas até que foi divertido, claro tirando a parte que ele descobriu que eu odeio "cosquinhas" e insistiu em ficar me importunando usando isso, contudo foi uma tarde divertida e pude ver um sorriso do Eduardo que eu não conhecia, era um sorriso muito feliz que fazia qualquer pessoa sorrir involuntariamente e isso era maravilhoso.

Quando o Eduardo não estava querendo aparecer e aumentar seu grande ego, ele era legal. Eu acho que até poderia considere-lo amigo, afinal, eu gostei da Madu, Luiza, Gustavo e todos aqueles outros e eles são amigos do Eduardo então seria bom me socializar com ele. E ele foi legal, trouxe morango, bolo, chocolate, suco.

- Esta pensando em que? - perguntou o Eduardo sorrindo
- Nada, só admirando o lugar - nunca que eu iria admitir que ele estava nos meus pensamentos.
- Então vem, o sol já esta se pondo e fica muito mais bonito vendo lá na beira.
Eu queria dizer que estava concentrada apenas no por do sol, mas o sorriso alegre que o Eduardo tinha no rosto encantava qualquer pessoa, era impossível não encara-lo.
- Obrigada - posso até não achar o Eduardo um dos garotos mais legais que existe, mas ele fez minha tarde algo legal, me trouxe num lugar lindo, fez um piquenique... Não sou uma idiota a ponto não agradecer ao menos.
- As ordens. Eu sou legal, Monica. Tu que não quer ver isso.

Eu queria brigar e dizer que sim ele é um idiota e perguntar quem deu o direito dele dizer que eu não quero ver algo, ele foi um grande imbecil desde que nos conhecemos e eu tenho toda a razão em acha-lo um idiota, imbecil, metido e todos esses elogios, mas talvez ele esteja certo. Talvez eu não queira ver que ele não é de um todo idiota, talvez ele apenas consiga... me irritar. Isso. Apenas me irritar.

- Não adianta ficar brava, Monica, apenas fui sincero e pelo que você vive dizendo '' sinceridade acima de tudo''
- Não estou brava. - porque diabos esse garoto começou a rir? Além de idiota ele tem problemas?
- Tu é muito transparente, garota. Principalmente quando esta brava com algo.

Queria entender porque ele fica me encarando dessa forma sempre que consegue alguma coisa, sempre que tenta me convencer de algo, não que eu não gostasse disso, porque eu gostava, mas quando ele me encara assim fica difícil não me distrair, porque é incrível a capacidade que o Eduardo tem de transmitir emoções apenas no olhar e o problema disso me chamar à atenção é que não reparei que ele estava ficando perigosamente perto. Eu que nunca deixo de falar algo para recrutar o que me dizem, mas ali eu me vi sem saber o que falar. Eu queria empurra-lo e dizer para ele se afastar, mas eu me perdi e o máximo que consegui foi dar alguns passos para trás enquanto ele mantinha um sorriso no canto da boca e continuava se aproximando, mas para minha sorte uma vez Monica, sempre Monica, então eu acabei tropeçando em alguma coisa e caindo. Acredite eu tive vontade de pular de alegria, porque depois de cair eu consegui raciocinar e me sentir aliviada por não ter acontecido nada, mas também queria brigar com o Eduardo e lhe dizer mil coisas, mas não podia porque eu não fiz nada para impedi-lo, também não sei se eu queria impedi-lo... Eu nem se quer achei minha voz, que moral eu teria?

Eduardo me ajudou a levantar e ficamos encarando o por do sol e nenhum de nós falou nada. Eu não tive coragem nem de olhar para o lado. Mas por algum triste motivo não dava pra passar a noite toda ali, o sol já tinha praticamente sumido e nós não falávamos nada, até que o Eduardo resolveu juntar nossa bagunça, afinal, tínhamos que voltar pra casa. Era estranho não saber o que falar depois de toda essa tarde com ele, mas acho que no fundo eu tinha medo e vergonha de falar algo.

- Você quer ir a algum lugar ou prefere ir direto pra casa? – O que eu queria? Eu queria que ele continuasse com as piadas, mas nunca que eu iria assumir isso.
- Acho que temos que ir pra casa, amanhã tem aula e eu estou cansada.
- Tudo bem.
- A qual é. Está certo, eu te considero um imbecil, mas ficar assim todo monossilábico não faz teu tipo.
- Desculpa Moniquinha, é que nunca fui de levar fora.
- Qual é Duduzinho, afetei teu super ego foi? – Não tem como não rir desse imbecil.
- Não Moniquinha. Agora vem que esta ficando frio.
- Tudo bem.

Eu não gostei do modo do Eduardo estar agindo, mas eu não tenho que me meter nisso a escolha é dele. O caminho de volta ao condomínio foi silencioso, por incrível que pareça e eu me senti mal por isso.
- Esta tudo bem, Monica. Não precisa ficar com essa cara irritada. - Falou o Eduardo voltando a sorrir enquanto estacionava o carro na garagem perto do prédio.
- Eu não estou irritada Eduardo.
- Está sim, tanto que nós dois estamos sendo monossilábicos desde que entramos no carro. – Não fui que comecei caso ele não lembrasse.
- Você é que ficou todo excluso.
- Desculpe é que não faço piadas o tempo todo
- Ok. Só é estranho não ver você fazendo isso Duduzinho. – falei enquanto andava em direção ao meu prédio.
- Já pedi pra parar Moniquinha. – falou ele enquanto se aproximava de mim e começava a fazer cosquinhas.
- Para Ed... Eduardo... Para menino. – Eu tentava afastar ele, mas eu não conseguia parar de rir – Isso... vai ter volta.
- Como se você conseguisse comigo Moniquinha.

Quanto mais eu tentava me esquivar mais cosquinhas o Eduardo fazia e eu já estava quase sem ar, mas ele era mais alto que eu o que era uma vantagem para ele. Acho estávamos tão entretidos voltando a infância que não reparamos que tinha alguém se aproximando.

- Posso saber o que está acontecendo, Eduardo? – era só o que me faltava.
- O que tu quer Patrícia? – Eduardo com voz de tédio e rolando os olhos para logo depois encarar a loira com uma cara que eu diria ser “irritada” e isso era algo eu não via com frequência.
- Por onde você andou? Passei o dia todo atrás de você. – sério que essa garota estava questionando o Eduardo?
- Eu sai. – Eduardo não parecia feliz em ficar dando satisfação da vida dele.
- Com essa ai? - Essa garota quer morrer.
- Essa ai não, garota. – foi impossível não me meter na conversa, afinal ela estava falando de mim.
- Patrícia, vai embora. – Eduardo não parecia muito afim de conversar e nada verdade nem eu.
- Quer saber? Eu estou indo. Obrigada por tudo Eduardo, mas já está na minha hora. –

Eu não iria ficar mais ali. Essa história não era minha, muito menos essa briga. O Eduardo foi legal comigo, mas ele ainda é o mesmo idiota de sempre e acho que isso não mudaria tão cedo. Ele é um garoto legal, talvez pudéssemos conviver, afinal ele é amigo de pessoas que eu gostei, mas é apenas isso. Exato. Eduardo e eu seremos apenas amigos ou pessoas que convivem juntas, apenas isso. Sem que eu fique me importando com a loira que vive atrás dele.

“Nem todos os romances começam com "Era uma vez…"” Eduardo e Monica - Capítulo 10

Desculpem a demora, mas rolou tanta coisa que eu acabei sem tempo inspiração para continuar com a história e da última vez que tentei postar acabei perdendo o capitulo. Estou tentando voltar a minha rotina de escrever a história e por enquanto esta dando certo. Não pretendo ficar mais tanto tempo sem postar, mas vamos ver.

Espero que estejam gostando da história.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013


Eduardo e Monica–capitulo 9

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Leia ouvindo: Pretty Girl – David Ryan Harris

Não havia nem saído de casa e já estava arrependida de ter aceitado esse convite do Eduardo, afinal, interagir com ele dessa forma pela segunda vez no mesmo dia, onde eu estava com a cabeça? Eu não faço ideia do porque de ter aceitado. É o Eduardo eu não o suporto, certo?

- Se eu quisesse que você mexesse nas minhas coisas teria dito.
- Eu não estava mexendo Moniquinha.
- Está com esse livro na mão por que então?
- Apenas curiosidade.
-Guarde-a para você. Vem, vamos antes que eu desista.
- Você não irá se arrepender.
- Tudo bem, agora será que poderia dizer aonde vamos?
- Surpresa.
- Você sabe que mesmo que me diga o nome do local eu não vou saber onde é, não é mesmo?
- Sei, mas prefiro guardar segredo. – falou ele sorrindo marotamente.
-Tudo bem, mas nós vamos como?
- De carro e você sabe que eu não dirijo mal.
- Eu não falei nada.
- Claro, claro.
- Essa fala é minha. – ele está achando que é o que para usar as minhas falas?
- Peguei emprestado. – Tem como dizer algo quando ele usa essa droga de sorriso maroto?
- Vamos logo garoto.
- Pode deixar e como sou bonzinho eu deixo você escolher a música.

Da ultima vez que estive no carro do Eduardo eu estava tão atrasada que nem me preocupei com o que eu poderia encontrar lá dentro, mas dessa vez eu estou com receio do que posso encontrar e sim eu sei que posso encontrar roupas lá dentro e elas com certeza não seriam dele. Pensar nisso fez meu estomago revirar e eu realmente acreditei que fosse porque eu acho isso no mínimo bizarro.

- Não tem monstro nenhum ai dentro, pode entrar. – involuntariamente eu fiquei corada e entrei no carro quase correndo para que ele não percebe-se.
- Vamos ver o que você andou ouvindo. – falei tentando disfarçar minha vergonha – KINGS OF LEON? Você está brincando.
- Qual o problema? É uma boa banda.
- Esse é o problema. Você ouve Kings Of Leon.
- O que você achava que eu ouvisse?
- Não sei, mas eu achei que fosse ser algo que eu não gostasse.
- Depois eu que sou o maluco.

Deixei tocando o cd que já estava ali que me pareceu ser “Only by the Night” e fiquei mexendo despreocupadamente numa maleta que continham mais cds (acredite eu também fiquei bem surpresa por ele ter isso) e o gosto musical dele não é ruim, Mas tem suas exceções.

-Xuxa só para baixinhos? – Eu tentei não rir, mas era quase impossível e a cara dele também foi impagável.
- Minha irmã gosta.
-Tua irmã?
- Não, eu. Eu amo xuxa, sou super fã dela, até pensei em ir pro Brasil para conhece-la.
- Eu imaginei. – eu até tentei parar de rir, mas era impossível.
- Eu tenho uma irmã de 7 anos e não finja que eu sei que você nessa idade também ouvia xuxa.
- Não disse nada.
- Ainda acredito que tu ouvia.
- Eu tentava, mas meu irmão não gostava muito. – impossível não lembrar as brigas que tive com meu irmão para poder ouvir xuxa.
- Coitado. – impossível não rir imaginando o Eduardo agindo como meu irmão agia.
- Nem tanto, ele me fazia assistir os desenhos que ele gostava.
- Quanto anos teu irmão tem?
- Meu irmão tem 21 anos e eu tenho uma irmã de 15.
- Eles moram com teus pais?
- Só minha irmã. Meu irmão foi morar fora com 17.
- Assim como você.
- Sim, foi ele que me encorajou a fazer isso.
- E porque você não foi morar com ele?
- Porque ele decidiu ir morar na cidade dos avós paternos dele e eu no dos meus avós maternos.
- Vocês são meio irmãos?
- Não, é que nós não somos realmente irmãos. Ele é filho da irmã da minha mãe, mas ela e o marido morreram quando meu primo tinha 2 anos e então ele foi morar com meus pais, eu ano depois eu nasci pra incomodar ele e mais dois anos e veio minha irmã.
- Então vocês foram criados como irmãos.
- Sim e ele decidiu ir morar na argentina com os avós paternos quando tinha 17 anos.
- Em que cidade ele mora?
- Mendoza.
- Cidade grande.
- Sim, ele não gostou muito de ser uma cidade grande, mas ele queria ir morar com eles. Ele só os visitava nas férias.
- E porque você não foi com ele depois?
- Porque eu não gosto de cidades grandes e nem meus pais ficariam felizes em eu ir para uma cidade assim, então meus avós maternos perguntaram se eu queria morar no apartamento que eles tinham no condomínio Jardim ou na casa que eles tem na cidade e eu achei perfeito,
- Porque o condomínio e não a casa?
- Porque eu tenho 17 anos e meus pais acham mais seguro um condomínio fechado.
- Faz sentido.
- E você? Mora no condomínio desde quando?
- Fui morar lá quando tinha 9 anos.
- Você gosta de lá?
- Claro, as pessoas são muito legais e o condomínio é muito bom. Sabe, com parque, quadras... Eles gostam de preservar o verde.
- Eu gosto do condomínio exatamente por causa de todo aquele verde.
- Todos gostam.
- Você disse que tem uma irmã, porque eu nunca há vi com você em lugar nenhum? Porque bem... Você passa na quadra.
- Elas ainda estão na casa dos meus avós. Nós passamos as férias lá, mas eu voltei no dia em que te conheci e elas voltam na semana que vem.
- É legal te ver falando dela.
- Por quê?
- Porque você parece menos idiota quando fala dela com tanto carinho.
- Eu não sou idiota.
- Quando está de boca fechada você realmente parece bem menos idiota.
- Bom minha boca na tua realmente nos faria parecer mais legais.
- Você prometeu que seria sem piadas.
- Não foi uma piada, apenas a verdade.
- Idiota.
- Rabugenta.
- Metido.
- Chegamos.

Acho que conversar com o Eduardo fez com que eu me distraísse e eu não reparasse o caminho, mas pelo pouco que eu conhecia do mapa da cidade eu sabia que estávamos do outro lado da cidade e eu não sei como eu não tinha vindo aqui ainda, porque esse é o lugar mais perfeito que eu já vi.

"Nem todos os romances começam com "Era uma vez…"” Eduardo e Monica - Capitulo 8

sexta-feira, 25 de outubro de 2013


Não existe um nós.

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Maquiagem, festa, musica alta, saltos incomodando, bebidas, homens, banheiro, beijos… Ela não conseguia lembrar nada de forma coerente, só havia flashs da noite passada, mas ela já estava ficando acostumada, só precisava dar um jeito de tirar o braço daquele cara de cima de si com cuidado pra não acorda-lo. Ela não lembrava o rosto e muito menos o nome do cara ao seu lado.

Quando conseguiu se livrar do braço que prendia sua cintura e olhou em volta ficou surpresa ao perceber que conhecia os moveis, assim como, o resto das coisas presentes naquele quarto. Ela reparou que levou o “estranho” pro seu apartamento e isso era algo que ela não deveria fazer. Essa era a regra 1 ''Nunca levar alguém para a sua casa'', pois era como por alguém na sua vida e isso não era permitido, mas pelo jeito ela não pensou direito na noite anterior e acabou cometendo esse erro. Ela tinha jurado que nunca faria isso. Curtir sim, colocar no meio da sua vida nunca.

- Que horas são? – ela pulou devido ao susto ao perceber que ele estava acordado. Parece que o seu plano de não acordar o nem tão estranho assim não funcionou.
- Quase 6hrs. Você já deveria ter ido embora – ela começou a pegar as coisas que estavam no chão.
-Ainda é cedo
- Você precisar ir – ele não deveria estar ali. Ela não deveria ter levado ele para lá. Já era horrível ter levado alguém para lá, mas sendo ele as coisas ficavam ainda piores.
-Eu sei. – ele já estava ficando irritado com o fato dela não olhar nem um momento em sua direção e ficar agindo como se ele não estivesse ali
- Você deveria parar com isso
- Com isso o que?
- Parar de agir dessa forma grossa e assim desse jeito que tu sempre odiou.
-Eu sou assim e isso também não importa.
- Não, você não é assim.
- Isso não tem nada haver contigo
-Eu sei disso, apenas quis ajudar
- Eu não pedi teu conselho.
- Deixa de ser turrona o garota, tu pelo menos lembra como viemos parar aqui?
- Não, - admitiu era relutante- e você?
-Eu não estava num estado tão ruim quanto o seu.
- Eu estava bem
- Eu percebi. Tanto que você não conseguia andar sozinha.

Sem que ela percebesse, ele a segurou enquanto ela tentava guardar alguns livros na prateleira

- Olha pra mim Amanda
- Pra que?
- Por que?
- Por que o que? – esse assunto não estava tomando um rumo que ela gostasse.
- O que aconteceu contigo?
- Você não deveria estar aqui, não era pra ser você. – Nunca foi pra ser ele. A ideia era fugir dele, não leva-lo para a sua casa enquanto tentava fazer isso.
- Mas fui eu, por que tem ser eu. Tem que ser nós.
- Não existe um nós.
- Então o que somos?
- Eu. E você a km de distancias de mim.
- Não tem que ser assim
- É assim, Gustavo.
- Por quê?
- Porque você quis assim e agora é assim que vai ser.
- Não é assim. Tanto que eu estou aqui hoje.
- Porque eu estava bêbada.
- Porque você ainda lembra de mim. Porque eu quero estar aqui.
- Você deveria querer estar aqui a um bom tempo atrás, mas não, você decidiu sumir.
- Eu precisava.
- Precisava levantar um dia da minha cama, achar que éramos um erro e sair batendo a porta sem nem me explicar nada?
- Não era para ser assim.
- Mas foi assim, Gustavo. Você escolheu ser assim e você estava certo numa coisa, somos um erro.
- Eu precisava Amanda.
- Eu já entendi que tu precisava, mas eu precisava de uma explicação.
- Eu sei que fui idiota.
- Fico feliz que saiba disso.
- Mas eu quero tentar de novo. Que ao menos que você me desculpe.
- Eu já te desculpei Gustavo, mas isso não vai mudar nada entre a gente. – Ir embora para você é fácil de mais. Não criar laços é o seu maior defeito e sua maior qualidade. Como posso acreditar em tudo novamente se meu maior defeito é sentir falta das pessoas?
- E o que a gente sente?
- A gente não sente nada.
- Sentimos sim, tanto que provamos isso ontem à noite.
- Foi um erro.
- Não foi um erro, fomos nós. Novamente.
- Ou seja, um erro. Nós somos um erro. Um grande erro. – Você é o meu maior erro e também aquele a que eu mais tenho sentimentos.
- Amanda
- Vai embora Gustavo.
- Aman
- VAI EMBORA
- Você sabe que eu volto. Eu sempre volto. – Como se eu já não soubesse disso, como se eu não esperasse que você ficasse ou não voltasse mais.
- E depois sempre vai.
- Você está pedindo para que eu vá.
- Porque eu sei que semana que vem você não irá acordar perto de mim e que não irei de te ver pelos próximos meses.
- Não é assim.
- É assim. Você vai sumir e depois de um mês eu vou te encontrar em alguma festa qualquer.
- Eu quero você.
- Assim como queria umas quantas nas noites anteriores. E eu rezo para que não tenha que te encontrar nessas noites.
- Você reza para não lembrar de mim como faz toda noite, para não sentir o que sente por mim.
- Rezo para não gostar de você.
- Rezas para me esquecer, enquanto age como eu e dorme com pessoas diferentes em cada fim de semana.
- Aprendi muito bem, não é mesmo? Você é um ótimo professor nisso. Passou a maior parte da vida fazendo isso, tem experiência.
- Claro que aprendeu, tanto que age como eu agia e fica se iludindo achando que não sente algo por alguém que você iria onde quer que fosse.
- Vai embora.
- Não. Eu vou ficar nós dois queremos isso.
- Você quer isso. Você quer ficar e ter o prazer de ver como eu fico toda vez que você vai.
- Eu mudei Amanda.
- Eu também, Gustavo, por isso estou te pedindo pra não voltar mais.
- Mas e a gente?
- Deixamos de existir a 4 meses, 17 dias e algumas horas.
- Você é diferente.
- Sim, sou diferente, porque te mando embora e rezo para não ter que acordar e ver você novamente. – falou enquanto abria a porta do apartamento. Pela primeira vez ela literalmente o viu sair da sua vida. Pelo menos era isso que ela esperava.

Ela esperava que aquela fosse a última vez que tivesse que acordar e vê-lo, pois não queria mais ter que dizer adeus, por mais certo que isso fosse. Ele esperava que na próxima vez que a encontrasse ela se rendesse mais uma vez, porque por mais teimosa que fosse ainda lembrava-se dele, disso ele tinha certeza.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013


Eduardo e Monica–capitulo 8

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Cheguei em casa atirando minhas coisas pela sala e fui tomar um banho para tentar me manter acordada antes de fazer algo para comer, apesar de ter começado estranha, minha manhã foi divertida. Madu me apresentou algumas pessoas que ela definiu como “as únicas pessoas interessantes dentro desta escola e eu te achei qualificada para participar deste grupo, então tenho que te apresentar a ele.” Além da Madu e do Gustavo o grupo dos que para ela eram qualificados tem mais 7 integrantes, mas o Eduardo sendo um deles então eu considero 6.

“- Vem logo Monica, deixa de ser lenta o mulher.

- Calma Maria Eduarda, ninguém vai fugir.

- Fica quieto Gustavo.

- Heeey Garotaaas!! Chegou a pessoa mais importante dessa escola! - falou a Madu enquanto se aproximava de um grupo.

- Convivendo com o Eduardo? – Perguntou uma outra garota um pouco mais alta que eu.

- Mas tiraram o dia para falar com quem eu ando convivendo, hein. – Madu mexeu no cabelo da garota enquanto ela a olhava com cara feia.

- Estamos apenas comentando, mas será que da para apresentar a novata? – Falou uma outra mais alta que a anterior.

- Sim. Gente essa é a Monica, Monica esses são Luiza e Tiago, mas no grupo também temos o Eduardo. Claro que além de mim e do Gustavo.

- Oi!

- Deixa de timidez guria vem cá. – falou a que eu acho ser a Luiza enquanto me abraçava.

- Ela é a nova integrante do grupo. – falou a Madu sorrindo

- Nós somos um grupo? – Perguntou o que eu acho ser o Tiago.

- Claro que sim, oras. – A cara de obvio da Madu foi engraçada.

- Deixa ela sonhar Tiago. – disse a Luiza rindo enquanto abraçava a Madu e a mesma lhe lançava um olhar assustador.

- Ok gente, chega de assunto, nós temos que ir para a quadra pro discurso de inicio de ano.

- Mas antes eu quero comer alguma coisa Sr. Gustavo.

- Tudo bem Moniquinha vamos lá.

- Por favor, tudo menos Moniquinha.

- Tudo bem, vamos. – falou ele rindo e passando o braço por cima dos meus ombros. ” 

Eles são incrivelmente divertidos. 
Luiza é alegre e maluca, mas pareceu ser a mais sensata ali, então, já imagina o resto, porque ela é muito louca, mas de um jeito bom.  
A  Madu,é um caso a parte. A guria é muito pirada. 
As duas me pareceram ser o tipo de pessoa que coloca a gente pra cima

Tiago eu não consegui reconhece muito ele, mas me pareceu que ele e a Gabi tem algo além da amizade que eles dizem ter. 
Tem o Eduardo, mas apesar do que elas disseram ele continua sendo um idiota pra mim. 
Talvez ter vindo morar aqui possa ser algo realmente bom. 
Lembrando das vantagens de morar sozinha, coloquei músicas animadas num volume que não incomodasse meus vizinhos e fui faze algo para comer. Quando estava arrumar a mesa para almoçar a campainha tocou.

- Olá – de novo não.
- Oi – Por que mesmo que ele está sorrindo?
- Bem, como meus amigos cancelaram o jogo que tínhamos daqui a pouco e eu sou um gato muito educado vim te ajudar a arrumar as coisas, porque segundo o Sr.Rubens você talvez ainda não tenha arrumado tudo e por essa ser a sua segunda semana aqui, você talvez queira conhecer alguns lugares e eu como um bom garoto, posso te mostrar. – Quando foi que eu convidei esse intrometido a entrar no meu apartamento e deixei-o mexer nos meus livros? –
- Olha não querendo ser grossa, mas eu consigo me virar sozinha, ok? Ok. E outra eu já consegui organizar meu apartamento, como você pode reparar, agora você já pode ir. -
- Você é sempre simpática assim? -
- Sim. E você costuma tentar ajudar as pessoas sempre? -
- Se for garota e bonita, com certeza. – E lá veio ele com aquele sorriso convencido novamente.
- Bom então que tal você procurar outra garota pra ajudar, porque eu estou dispensando qualquer ajuda vinda de você.
- Deixa de ser grossa garota e que tal almoçarmos? O cheiro está bom. Comprou onde?
- Eu não vou te convidar para almoçar
- Eu não preciso de convite – e assim ele foi para minha cozinha, sentou e ficou me olhando com a sobrancelha arqueada.
- Qual.o.teu.problema?
- No momento minha fome e o seu?
- Você no meu apartamento, na minha cozinha achando que irá almoçar aqui.
- Não vejo problema nisso.
- Pois eu sim.
- Que tal uma trégua? Almoçamos e depois lhe apresento alguns lugares legais na cidade, pode ser?
- Almoçamos e você vai embora, pode ser?
- O que você quiser, mas eu acho que consigo te convencer a sair comigo.
- Duvido. – falei enquanto pegava pratos e talheres, porque eu estava com fome e sem paciência para discutir com esse ser.
- Então, o que achou da escola?
- Legal.
- Eu queria falar com você mais cedo, mas você me ignorou e falou que depois, então...
- Olha que tal comermos quietos?
- Tudo bem.

E por algum milagre que eu me preocuparia em agradecer depois, ele ficou calado o resto do almoço, mas pude reparar que ele me encarava com um sorriso engraçado as vezes e ele parecia ter gostado da comida.

- Sei que você não quer conversar, mas eu já terminei, então posso falar e cara você esse macarrão estava delicioso. Que ninguém me ouça falar isso, mas é um dos melhores que já provei.
- Obrigada, mas isso não significa que você pode vir comer aqui.
- Não falei que viria.
- Só quis deixar claro.
- Trégua, lembra?
- Trégua. Claro.
- Então já que estamos tendo uma trégua, por pelo menos o resto da tarde, será que se eu te ajudasse a arrumar a cozinha você sairia comigo?
- Não vou sair com você.
- Então você poderia me deixar te mostrar alguns lugares que você deve conhecer.
- Não.
- Qual é, não vou te agarrar.
- Eu não vou.
- Por favor – e lá estava um sorriso e olhar de criança que tu não consegue dizer não.
- Olha garoto, eu mal cheguei na escola e já tão me enchendo falando que sou sua nova conquista e só pra deixar claro eu não sou e nem quero ser. Sair com você só iria piorar as coisas.
- Eu não falei nada para ninguém, eles que tiraram conclusões.
- Eu espero que você não tenha dito nada para ninguém e eu não quero sair com você. No momento a única coisa que quero é dormir até o momento que terei que acordar para ir a aula.
- Deixa de ser marrenta e vem comigo.
- Tu não tem nada mais interessante para fazer da vida, não?
- Eu quero te mostrar um lugar.
- Por quê?
- Para retribuir. – do que ele está falando?
- Retribuir o que garoto?
- Aquele dia no jardim, você me fez lembrar algumas coisas que eu não deveria esquecer e esqueci.
- Posso saber que coisas são essas?
- Hoje não, mas acredite eu estou com uma divida com você e pelo que percebi da tua paixão por lugares calmos e bonitos eu acho que você precisa conhecer o lugar que quero te mostrar. – Tem como recusar algo quando ele olha pra ti como se quisesse dizer “confia em mim”?
- Tudo bem, mas só se você prometer que não irá fazer piadas, cantadas ou e não irá me incomodar pelo resto da semana.
- Fechado.

Ele se levantou e começou a me ajudar a arrumar minha pequena “bagunça”, porque ser desastrada é meu sobrenome. Eu sabia que poderia me arrepender de ter aceitado passar a tarde com o Eduardo, mas ele foi legal por alguns momentos na sexta-feira, talvez ele possa ser legal hoje, ou quem sabe, ele fique de boca fechada, porque ele calado até que é alguém que pode ser considerado um pouco legal.

"Nem todos os romances começam com "Era uma vez…"” Eduardo e Monica - Capitulo 8

sábado, 19 de outubro de 2013


17 coisas para fazer antes dos 18

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Eu achei que iria demorar mais tempo para fazer algum post que fosse relacionado a fazer 18 anos, mas olhando agora que falta apenas mais 1 ano para isso acontecer eu vejo que tudo passou muito rápido e uma das coisas que tenho aprendido é que 1 ano (ou 12 meses, 365 dias, 8760 horas, 525600 minutos, 31536000 segundos) passa rápido de mais. Principalmente sendo adolescente e tendo mil planos para o dia seguinte e ainda mais para 1 ano inteiro. Eu tenho sido meio contra fazer aniversário, porque isso me lembra que o tempo está passando e coisas que eu queria que fossem diferentes continuam iguais (geralmente por culpa minha mesmo), mas acho que crescer faz parte dos planos ou sonhos. Precisamos crescer para realizar alguns deles então é melhor apenas tentar viver o máximo de dias que temos. Por isso fiz uma pequena lista de coisas que quero fazer nesse 1 ano que terei até finalmente ser maior de idade.

Eu juro que tentei fazer uma lista que possuísse coisas malucas que eu pudesse fazer antes de completar uma idade onde eu já posso ser presa, mas isso não faz meu feitio.

1 – Me dedicar mais a escrita (Fazer um curso, procurar projetos, ler mais sobre e coisas assim...);

2 – Parar de roer minha unha (preciso parar urgentemente);

3 – Dirigir;

4 – Viajar sozinha com os amigos;

5 – Ir no mínimo a 5 shows com bandas legais e amigos divertidos;

6 – Ir em um karaokê com os amigos mais divertidos existentes;

7 – Me estressar menos com provas;

8 – Adotar um bichinho de estimação só meu;

9 – Aprender a tocar violão;

10 – Acampar;

11 – Sentir mais (meio estranha essa, mas acho que quem é próximo a mim entende);

12 – Gostar mais de mim mesma;

13 – Voar;

14 – Fazer uma guerra de comida;

15 - Entrar em um taxi e pedir pra ele seguir alguém (estando em alta velocidade);

16 – Viajar sozinha;

17 – Me divertir mais.

Acho que a maioria das coisas que coloquei na lista são possíveis de serem realizadas e espero conseguir fazer isso, mas além do que planejo cumprir também quero citar que este último ano apesar de ter sido de alguma forma “normal”, foi também um ano muito divertido.

Conheci pessoas e me reaproximei de outras, aprendi que erros são comuns, que nem sempre o que eu planejo acontece e que eu tenho que me acostumar com isso, porque não posso ficar planejando cada detalhe da minha vida. Chorei por coisas bobas (normal), cai mil tombos, aprendi um pouco mais de vôlei, tenho aprendido todos os dias de alguma forma a me virar sozinha com coisas que antes eu pedia ajuda aos meus pais. Tenho aprendido sobre mim um pouco mais a cada dia. Aprendi (novamente) que orgulho de mais não é bom, que sorrir é a melhor coisa que existe e que tenho amigos maravilhosos e sei que talvez alguns não sejam “pra vida toda”, mas eles são os melhores “pra vida toda” do meu hoje. E principalmente, tenho aprendido a ter persistência.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013


Eduardo e Monica–Capitulo 7

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Definitivamente eu preferia essa escola nas férias, mas se eu vim eu sabia como seria, sabia que iria escarar muitas pessoas, porque timidez era algo que eu tinha que esquecer, mas eu estava acostumada a passar mais despercebida não com uma escola toda me encarando.

- Perdida?
- Qual o problema de vocês que acham que não posso encontrar minha sala sozinha?
- Ei calma Monica.
- Desculpa. Meu dia não esta sendo o melhor.
- Vamos tentar de novo. Oi Monica, tudo bem?
- Oi Gustavo, tudo e contigo?
- Também, mas como já percebi que você não precisa de ajuda para achar tua sala aceita minha companhia até ela?
- Sim.
Era impossível não sorrir com o Gustavo, ele alegre e transmitia essa alegria.
- Mas e ai, o que esta achando da escola?
- Assustadora
- Por quê?
- Não gosto de ser o centro das atenções.
- Ah, calma e só nas primeiras semanas, depois eles arrumam algum outro assuntos.
- Espero que sim.
- Mas eles também estão falando que você é a nova conquista do Eduardo.
- O QUE?
- É que bem... Você chegou com ele e aqui todos comentam.
- Mas que droga. Ele só me deu uma carona, porque eu me atrasei muito.
- Bem acho que essa aqui e a sua sala de história. Esse professor é o melhor, te aconselho a não dormir, não vale a pena perder nenhum segundo das aulas dele
- Prometo não dormir, mas você não vai assistir?
- Não sou dessa turma.
- Ah, bem, então tchau.
- Posso te encontrar aqui no fim da aula?
- Claro. Eu não sei onde fica a quadra, então acho que dessa vez aceito tua ajuda
- Claro, também tenho que ir pra lá depois.

Enquanto  o Gustavo ia embora eu fiquei como uma idiota olhando pra porta da sala de aula esperando que surgisse algum motivo para ir pra casa correndo e me esconder em baixo da cama, mas não surgiu nada e já tinha dado o primeiro sinal, então respirei fundo e entrei. Já havia algumas pessoas espalhadas. Não quis ficar procurando um lugar, fui direto pra perto da janela (pra ter certeza que teria por onde fugir) e me sentei. As mesas eram para duplas e por uns minutos rezei pra ninguém muito idiota sentar do meu lado.

- Oi -falou uma garota enquanto arrastava a cadeira ao meu lado para sentar
- Oi
- Você é a novata, não é?
- Bem, não sei, acho que sim.
- É você tem um sotaque diferente - por uma infelicidade eu fiquei um pouco envergonhada com o comentário dela e pra completar minha infelicidade fiquei corada, só pra confirmar isso.
- Prazer Maria Eduarda, mas pode me chamar de Madu, qual o teu nome?
- Monica e não, eu não tenho um apelido.
- Bom, temos que providenciar um logo
- Tudo bem, mas sem diminuitivos, por favor.
- Pode deixar - falou ela sorrindo enquanto o professor entrava na sala de aula vestindo uma roupa de astronauta. Definitivamente essa é ainda minha aula preferida.

Depois de dois períodos extremamente divertidos de história eu tive um período massacrante de cálculo. Assim que deu o sinal para o intervalo todos saíram praticamente correndo e eu demorei um pouco para arrumar meu material.

- Vamos logo Monica, temos 15minutos de intervalo, não a vida toda.
- Você não precisa me esperar Madu.
- Deixa de bobagem mulher vamos logo.
- Nada de assustar a Monica, hein Madu.
- Fica quietinho o Guto - falou ela enquanto ele se aproximava dela e lhe dava um abraço.
- Saudades sua o espoleta.
- Também estava, mas só cheguei ontem a noite, então não deu tempo de infernizar vocês.
- A Mariana falou que você ainda estava viajando.
- É, mas e aí de onde vocês se conhecem? – perguntou a Madu, nos olhando com curiosidade.
- Eu vi a Monica no parque um dia e como já tinha visto ela no condomínio fui falar com ela e como você sabe que ninguém resiste ao Gustavo aqui…
- Deixa de ser convencido o maluco. E que historia é essa de ficar chegando na mina assim? Está convivendo de mais com o Eduardo hein.
- Deixa de ser chata.
- Estou apenas falando a verdade.
- Tá, tá. Agora vocês duas venham logo que o intervalo esta acabando e depois temos que ir pra quadra porque o lindo diretor vai falar alguma coisa.
- Lindo diretor é? Com quem mais tu conviveu hein?
- Com a Luiza.
- Aham… Tá. Vamos que quero apresentar as meninas pra Monica.
- A guria mal chegou e tu já quer correr ela? Poxa Madu, ela é gata, não faz ela sair agora.
- Vocês vão ficar discutindo ai ou vão me mostrar onde eu posso comprar algo pra comer? Preciso manter meu instinto de gorda.
- Vem Mo, deixa essa maluca aí.
- Vai te ferrar Gustavo.
- Também te adoro.
- Não vem com essas.
- Vamos gente. Depois eu sou a lenta.
- Você levou horas para guardar suas coisas na mochila menina.
- Desculpe.
- Oi Monica. – falou o Eduardo se aproximando.
- Oi.
- Oi Eduardo. Quanto tempo não é mesmo. Tudo bem? Comigo está ótimo também. – disse a Madu ironicamente.
- Oi maluca, como você esta?
- Bem bem... Não vou nem te perguntar o mesmo, porque vi você e a Fernanda, então é claro que você não está bem, porque pra pegar aquilo, meu deus,
-Posso falar contigo Monica?
- Ela vai ir com a gente comprar algo para comer.
- Monica?
- Eduardo. – e lá vem a loira com a voz rachada. – Eduardo, você saiu e nem me falou nada, onde você vai? Oi, Maria Eduarda, Gustavo e garota nova.
- É Monica o meu nome.
- Claro, mas não é como se isso importasse.
- Cala boca Fernanda.
- Já virou amiguinha dela o Madu?
- é Maria Eduarda pra você e sim, ela é bem mais que você, então merece minha amizade.
- Olha aqui o garota...
- Fica quieta Fernanda. – falou o Eduardo e ela pareceu bem surpresa por isso.
- Eduard...
- Você ouviu a Madu e eu não te chamei porque eu precisava falar com meus amigos.
- Eduardo eu quero falar contigo agora. – Parece que a loira finalmente se irritou com o Eduardo.
- O gente, vamos deixar eles ai e vamos logo porque eu realmente estou com fome.
- Isso. Vem Gustavo, temos que apresentar a Monica pro resto.
- Eu queria falar contigo Monica. – Disse o Eduardo enquanto tentava se afastar da loira.
- Você parece ocupado agora. Um dia desses a gente conversa. Tchau. – Não acredito que esse fosse o momento certo para conversar com ele.

O Eduardo não pareceu feliz com a minha resposta, mas o que ele esperava? Que eu quisesse falar com ele enquanto ele e a loira se beijavam? Eu tenho mais o que fazer, como por exemplo, comer e claro conhecer as pessoas que a Madu queria que eu conhecesse. Ela parecia bem empolgada com isso. Saímos de lá com a Madu tagarelando sobre como era à escola e com o Gustavo sorrindo enquanto olhava minha cara de desespero para o que o Madu falava.

Eu realmente gostei deles.

"Nem todos os romances começam com "Era uma vez…"” Eduardo e Monica - Capitulo 7

quarta-feira, 9 de outubro de 2013


Eduardo e Monica–Capitulo 6

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         Se tem uma coisa que não muda em mim é a dificuldade de acordar cedo. Segunda-feira, primeiro dia de aula e eu estou aqui correndo pelo apartamento pra conseguir ficar pronta a tempo e conseguir tomar café. Tomei um banho correndo pra acordar, porque por mim eu ficaria deitada o resto da manha, sai do banho correndo e enquanto procurava meu tênis deixei a agua aquecendo e meu celular começou a tocar em algum canto da casa.
- Alo?
- Atrasada?
- Claro que não mãe.
- Como se eu não te conhecesse.
- Não seria eu se não me atrasasse no primeiro dia.
- Eu sei, vi essa cena durante muitos anos.
- Como esta ai?
- Bem, estamos com saudade e procura em baixo do sofá da sala menina.
- O que? Pera! Achei! Também estou com saudade.
- Bom só liguei pra desejar boa sorte.
- Obrigada mãe, te amo!
- Também te amo!

Depois que minha mãe desligou fui pra cozinha fazer meu café enquanto calçava meus tênis, bom eu esperava isso, mas acabei caindo graças ao tapete da cozinha. Depois de conseguir ficar pronta e sair do apartamento vi que tinha 10 minutos para chegar até à escola e levando em conta que não sou uma pessoa muito rápida era obvio que eu chegaria atrasada.

- Entra aqui Monica.
- O que?
- Vem o marrenta eu sei que provavelmente tu vai te atrasar se for a pé. Entra no carro que te dou uma carona, afinal, seremos colegas.
- Não precisa.
- Anda garota, não é como se eu fosse te agarrar.
- Tudo bem.

Eu não esperava que o Eduardo fosse surgir do nada e me ajudar a não chegar atrasada na escola, mas mesmo não esperando por isso eu estou feliz. Depois de sairmos do condomínio eu criei coragem de olhar pra cara do Eduardo e reparei que além de olheiras os olhos dele estavam um pouco inchados e vermelhos e se não fosse o Eduardo eu poderia dizer que ele esteve chorando, mas sendo o Eduardo é provável que ele tenha passado a madrugada em alguma festa.

- Eu sei que sou irresistível, mas não precisa ficar me olhando assim.
- O que ?
- Mas tu esta lenta hoje.
- Vai te catar.
- Eu sei que você me quer, mas é só pedir que estou aí, não precisa ficar babando.
- Eu? Te querer? Andou bebendo foi?
- Não, estou apenas dizendo que não precisa ficar babando em mim assim e que estou a sua disposição.
- Olha aqui garoto...
- Chegamos.
- Hã?
- Eita que essa aí esta lenta hoje
- Idiota.
- Vem Moniquina vou te mostrar a escola e te levar ate a sua sala de aula.
- Não precisa eu sou grande suficiente pra isso.
- Olha de grande você não tem nada.
- Idiota
- Já usou esse adjetivo hoje.

Preferi ignorar porque senão eu ia acabar querendo bater nesse garoto e bem eu acho que eu preferia fazer isso do que ter olhado para a escola. Realmente ali me pareceu melhor durante as ferias sem todas aquelas pessoas e principalmente sem ter todas aquelas pessoas me encarando.

- Esta tudo bem?
- Sim.
- Tem certeza?
- Não gosto de lugares cheios.
- Nem esquenta, daqui a pouco você se acostuma.
- Espero.
- Bom, só pra avisar, você é a única estrangeira, por assim dizer, aqui então você será o centro das atenções por um tempo.
- Como é que é? – eu praticamente gritei essa parte, porque, como assim o centro das atenções? Eu odeio chamar a atenção.
- Não é comum pessoas novas aqui e o pessoal gosta de comentar.
- Mas que droga.
- E você andando comigo sua popularidade vai subir - falou ele piscando pra mim, eu não sei se ele só quis descontrair ou o que, mas eu realmente tive vontade de ter me atrasado do que chegar com ele e chamar mais atenção ainda.
- Não esta na hora de você ir, não? Já me basta ser novata não estou a fim de aumentar popularidade alguma. Nem quero ter popularidade.
- Calma eu estava brincando. Já deu pra reparar que tu odeia chamar a atenção.
- Ainda bem que reparou porque nesse momento a única coisa que eu quero é ir pra casa e me esconder em baixo da cama.
- Com certeza você conseguiria, mas vem que daqui a pouco vai dar o sinal e no meio de toda essa gente indo pra sala eu vou acabar te perdendo.
- Dudu!
- Ah não. Era só o que faltava.
- Eduardo volta aqui – Não sei de onde surgiu, mas do nada havia uma loira (que lembrava a loira com o Eduardo na outra noite) beijando o Eduardo e por algum motivo eu me senti incomodada, mas preferi ignorar.
- Para. Fernanda, o que foi?
- Você chegou e nem deu oi.
-Eu não te vi.
- Tudo bem, vem, só falta você lá fora.
- Não, eu vou ajudar a Monica.
- Monica?
- Oi! – eu deveria ter ficado calada, porque a cara que ela fez ao me ver foi como se ela quisesse me matar.
- Ah! Isso!
- Tchau Fernanda!
- Mas Dudu...
- Não me chama assim, já falei que não gosto e eu vou levar a Monica, tchau.
- Tudo bem Eduardo, mas vem com a gente, ela sabe achar a sala sozinha. – falou ela o beijando novamente

Eu não sei por que e na verdade nem queria saber, mas de alguma forma eu queria sair dali o mais rápido possível, porque eu não queria ficar vendo aquela cena e isso me incomodava, pois não tinha razão para que eu me incomodasse com isso. Droga de pensamentos confusos.

- Não precisa me levar Eduardo, eu consigo achar minha sala sozinha. –

Sai dali ignorando qualquer pensamento idiota e ignorando o fato do Eduardo ter me chamado, ele que ficasse com a garota, eu não tinha nada haver com a vida dele eu sempre soube me virar sozinha. Não preciso de uma baba, muito menos uma como ele.

"Nem todos os romances começam com "Era uma vez…"” Eduardo e Monica - Capitulo 6

quarta-feira, 25 de setembro de 2013


Eduardo e Monica–capitulo 5

0

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Ultima Sexta-feira de férias e para mim esse era oficialmente o dia da preguiça. Levantei tarde, comi algumas bobagens, fiquei procurando filmes legais na tv e resolvi ver o por sol no pequeno parque aqui do condomínio, porque definitivamente parques se tornaram meus lugares favoritos.

O parque era algo como uma pequena imitação do parque em frente a escola, só que ele não possuía brinquedos. Era só um campo com alguns pequenos jardins espalhados, árvores espalhadas e um pequeno lago, eu acho que as pessoas daqui gostam de natureza.

Por ser sexta-feira e a maioria gostar de aproveitar os últimos dias de ferias não havia muitas pessoas ali.

Ainda parecia faltar um tempo ate o por do sol e apesar de estar bem frio o sol aquecia um pouco. Acho que por isso adoro dias ensolarados e frios.

Eu com minha mania de me distrair não percebi que o Eduardo se aproximava.

- Hey Moniquinha

- é Monica e oi Eduardo

- Tudo bem?

- Sim e contigo?

- Sempre. O que você esta fazendo aqui?

- Nada e tu?

- Vim marcar a quadra e resolvi te presentear com minha ilustre presença

- Acho que estou dispensando a presença da sua ilustre pessoa

- Que isso Moniquinha, pode assumir que tu estava só me esperando

- Acho que você anda usando coisas ilegais

- Não uso essas coisas, sabe como é, pode afetar meu modo gostoso de ser

- Modéstia mandou lembranças

- Não gosto de conviver com ela

- Percebe-se

- Você é marrenta mesmo hein

- Com certeza não sou.

- Soube que o Gustavo te trouxe até aqui ontem

- Sim

- Ele pareceu gostar de você.

- Ele é legal.

- Você gostou dele?

- Ele é legal

- Não foi isso que perguntei

- O que tu está querendo dizer o garoto?

- Nada. – disse ele olhando pra outro lado. O que ele está pensando hein?

- Olha, eu não gosto de enrolação, quer falar algo fala, seja direto comigo.

- Ele pareceu bem alegre quando voltou ontem.

- Bom pra ele.

- Sério que você deu mole pra ele Monica?

- Garoto, você não tem nada haver com a minha vida, mas só pra consta eu não dei mole pra ele. Não costumo fazer esse tipo de coisa.

- é só que ele é ele, sabe... eu não acho que você devesse ter algo com ele, você poderia ter algo com outras ou outra pessoa. – impressão minha ou ele estava mesmo ficando corado?

- Eu não quero ter nada com ninguém

- Mas você poderia ter algo comigo.

- Com você? Nem nos meus pesadelos.

- Com certeza você tem algo comigo nos sonhos.

- Não cansa de ser idiota?

- Sonhos se tornam realidade e bem... sendo comigo isso já é bem melhor que sonhos.

- Você se acha né?

- Eu sou lindo e não nego, apenas isso.

Eu realmente queria levantar e ir embora dali, porque esse garoto me irritava mais que o normal, mas eu cheguei primeiro e eu fui ali pra ver o pôr-do-sol e não sairia enquanto não o visse.

- Sabe... uma vez minha vó me disse para fazer um pedido e agradecer ao dia que acabava durante o pôr-do-sol... Como fazemos com estrelas cadentes, sabe? Mas para o sol, porque ao por do sol é como se ele estivesse dizendo que este dia acabou, que hoje fomos fortes e aguentamos mais isso. Que fomos corajosos, que mais uma chance que ele nos deu de viver mais um dia se findou e que estamos de pé ainda e ao nascer do sol vimos que todo dia ele volta, nasce de novo mostrando que não devemos que desistir, pois sempre teremos a chance de um novo começo de um novo dia é assim com o nascer do sol... um novo começo, uma nova chance de tentar acertar, um novo dia.

Mas uma vez em menor de 20 minutos o Eduardo conseguiu fazer com que eu não soubesse o que falar, eu realmente não esperava que ele falasse algo assim, pois de alguma forma dava pra sentir que aquilo pra ele tinha um motivo. De alguma forma ele buscava força para algo naquilo e essa foi a primeira vez que eu vi o Eduardo parecer um pouco mais sentimental, porque até agora ele só havia parecido um pegador que não liga para nada e que não aceita ouvir um não.

- Essa é a primeira coisa “não idiota” que você me fala.

- Eu não sou um insensível, mas acredite de idiota eu não tenho nada, apenas sou mais gato que o normal – Ele falou com um sorriso pequeno que não chegava aos seus olhos.

- Já começou

- Tudo bem. Ficarei quieto.

- Hãn, bem... Eu posso utilizar essa ideia de fazer pedidos ao por-do-sol e ao nascer do sol?

- Claro, eu ficaria lisonjeado. Uma nova chance de um novo começo.

Pela 3 vez eu não sabia o que falar e dessa vez eu nem queria saber. Eu apenas vi o sol se por, fiz meu pedido e agradeci por estar aqui, por ter tido coragem de ir atrás do que eu queria e por ter as pessoas mais especiais que já conheci me apoiando. Depois disso o melhor era só aproveitar esse momento “não idiota” do Eduardo e ao pôr-do-sol, antes que essas duas coisas acabassem.

"Nem todos os romances começam com "Era uma vez…"” Eduardo e Monica - Capitulo 5

quarta-feira, 18 de setembro de 2013


Eduardo e Monica–capitulo 4

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Depois que o Eduardo saiu eu fiquei mais alguns minutos sentada ali, até que chegaram mais 3 carros que estacionaram logo atrás da loira que conversava com o Eduardo animadamente. Dos carros saíram uns garotos que eu vi jogando na quadra atrás do meu prédio e umas garotas, também bonitas, que eu nunca havia visto. Todos eles pareciam bem animados e a maioria estava com copos e eu realmente acredito que não seja refrigerante, tão pouco, suco.

Decidi que já era hora de ir embora. Enquanto arrumava minhas coisas reparei que um dos meninos que vi jogando me encarava e quando reparou que eu o observava sorriu e foi falar com outro que o chamava. E queria ir pelo outro lado do parque, para não ter que passar por aquele grupo, mas o outro lado do parque não é muito iluminado, então resolvi ignorar a timidez, que eu acreditei que já havia me abandonado, e fui em direção a calçada que eles estava. Tentei manter a maior distância possível e acreditei que havia passado despercebida até o garoto que havia me encarado aparecer do meu lado.

- Quer que eu vá contigo até o condomínio? Apesar de ser 19hrs, tem umas ruas escuras pra lá e mesmo que tenham muitas pessoas na rua a essa hora, não é muito seguro.

- Muito obrigada, mas eu sei me virar sozinha.

- Deixa de marra, eu vou com você.

- Eu acho melhor não e bem... seu grupo parece estar te esperando – falei enquanto olhava para trás e via que realmente tinham algumas pessoas que estavam com ele nos encarando.

- Eles não vão se importar, temos que esperar o resto do grupo para podermos ir para a festa.

- Não precisa ir comigo.

- Vem. Eu vou te levar, a proposito, meu nome é Gustavo e o teu é Monica, certo?

- Sim, como?

- Eduardo falou de você.

- Olha realmente eu agradeço a atenção, mas não precisa me levar, ok?

- Deixa de birra. Anda. Você é nova aqui, não é mesmo?

- Sim, cheguei essa semana a você?

- Ah, eu moro aqui desde sempre.

- É um lugar legal para se morar.

- Realmente. Hei, não esta afim de ir a festa hoje?

- Não, obrigada.

- Você gosta de dizer não hein.

- Um pouco.

- Você é legal.

- Obrigada.

- Mas que tal um dia desses você mudar um pouco e aceitar a ir a uma festa comigo?

- Improvável.

- Posso saber o porque?

- Não gosto de sair com estranhos.

- Bom, eu já não sou um estranho.

- Você não me disse seu endereço, telefone, cpf, rg, data de nascimento, nomes dos seus pais...

- Uooow! Bem meu endereço é o mesmo seu... – o interrompi antes que ele continuasse me dando as informações

- Eu não estava falando sério. – ele deu um sorriso divertido que apesar de não ser como o do Eduardo, era muito bonito.

- Eu sei, mas e aí, não vai aceitar mesmo sair comigo um dia desses?

- Eu posso pensar no assunto, mas é provável que não.

- Posso tentar te fazer mudar de ideia?

- Talvez, mas não hoje.

- Porque não?

- Já chegamos. Obrigada. Tchau.

- Tchau birrenta.

- Mais um me dando apelidos.

- Você fica ainda mais bonita irritada.

- E vocês adoram dar em cima das pessoas.

- Foi apenas um elogio, se você quiser.

- Tchau.

E ele saiu rindo.

O garoto me chamou de birrenta e ele era realmente insistente. Apesar de ter tentado sair comigo eu gostei dele. Claro que sem contar com essa parte. Eu queria ficar irritada com ele, mas ele não foi tão inconvincente, bom talvez, ele seja um pouco diferente do Eduardo e isso me parece bem legal e bom... ele me lembra meu irmão e talvez por isso eu ache que posso me dar bem com ele.

- Olá senhorita.

- Oi, Sr. Rubens.

- Faz uns dias que não te vejo tudo certo com o apartamento?

- Sim, eu fiquei esses dias arrumando todas as coisas e acabei não saindo.

- Claro, espero que goste daqui.

- Eu já gosto. Tenho que ir, tchau.

- Tchau, menina.

O Sr.Rubens é alguém legal. Ele me lembra ao meu avô, ele morou aqui antes de comprar uma casa. Meus avós me deram a ideia de morar na casa deles, mas meus pais acharam mais seguro eu ficar em um condomínio fechado e como eles gostam daqui, acabaram comprando um apartamento. Condomínio “Jardim”, bom, se você viesse até aqui entenderia o porquê do nome. Eu diria que é um condomínio muito “verde”, tem uma quadra atrás do meu bloco e ao lado da quadra tem um estilo de parque, são árvores espalhadas por um pequeno terreno e tem jardins e mini praças espalhadas por todo o condomínio. É um lugar bonito e com certeza, seguro.

E o mais estranho é que aqui, eu me sinto em casa. E eu gosto dessa sensação.

"Sem essa de "Era uma vez…" Eduardo e Monica - Capitulo 4

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